domingo, 1 de março de 2009

Qual o futuro da Sociedade de Informação?

A elaboração do Plano Tecnológico, pretende que Portugal não "perca o comboio" em termos tecnológicos e de qualificação profissional já que um dos pilares da economia actual é o conhecimento. Assim um dos objectivos deste Plano é que o nosso país num espaço de dez anos consiga recuperar a média europeia, no que diz respeito aos índices de competitividade, baseados no conhecimento, na tecnologia e na inovação. Para isso este inside sobre cinco linhas de acção fundamentais:
- Apostar no fomento e desenvolvimento das parcerias e das redes entre universidades, centros de investigação e empresas, de modo a colocar estas ao nível internacional;
- Uma "arquitectura" nova da Administração Pública mais virada para a satisfação das necessidades dos cidadãos, reduzindo a burocacia (exemplo: simplex) de modo a prestar melhores e rápidos serviços;
- Um novo sistema de financiamento à inovação de forma a garantir um adequado suporte financeiro às iniciativas empresariais;
- "Um novo desenho do modelo de desenvolvimento de base territorial e sectorial, associado a uma adequada utilização dos instrumentos do Quadro de Referência Estratégica Nacional, permitirá apoiar o fortalecimento de pólos de competitividade e tecnologia..." (Sociedade de Informação - O percurso português, pág. 620), de forma a gerar mais emprego e riqueza.
- Política de qualificação dos portugueses numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida (exemplo: Novas Oportunidades).
Pretende-se assim, um igual acesso de oportunidades, combater as desigualdades e a infloexclusão, há a necessidade de os jovens tomarem consciência que a escola, a formação são importantes, é apostando na educação e na aprendizagem que as desigualdades podem ser combatidas. Mesmo os jovens licenciados devem ter consciência que a licenciatura é o príncipio de algo que deve ser construído ao longo da vida através de formação. O que agora pode ser um óbice contra isto é a própria crise económica que o país atravessa, com o aumento do desemprego, a falência de empresas, o endividamento das famílias, notícias que ouvimos todos os dias, será que o Plano Tecnológico não ficará comprometido com esta "nova" realidade?
A resposta a esta questão só o tempo o dirá, no entanto o caminho a percorrer continuará a ser árduo, já que a grande maioria dos portugueses, neste momento, está preocupada com a sua sobrevivência, não se dando talvez conta que esta também passará por uma melhor qualificação profissional e formação.

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