quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Estatísticas de utilização da Internet

Segundo estatísticas, realizadas pelo Instituto Nacional de Estatística, referentes aos anos 2005-2008, a escola é nos últimos quatro anos o local onde os indivíduos, entre os 10 e os 15 anos, mais utilizam o computador e têm acesso à internet.
Verifica-se também que o acesso a partir do lar aumentou 20% nesta data, igualendo quase a escola.
A utilização da internet através da casa de familiares, vizinhos ou amigos também aumentou, de 42,2% para 53,5%, nesta faixa etária.
As bibliotecas e os cybercafés apresentam uma tendência decrescente nas escolhas dos jovens.
A utilização das TIC nesta faixa etária centra-se sobretudo na realização dos trabalhos escolares mas, também se verifica uma percentagem bastante elevada de utilização do computador em actividades associadas ao lazer.
A informação detalhada sobre este assunto encontra-se no seguinte link:

http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=42406406&DESTAQUESmodo=2



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Gráficos da Umic

Nesta página encontram-se vários gráficos com indicadores da evolução da temporal da Sociedade de Informação, como por exemplo penetração de computadores nas escolas e serviços públicos disponíveis on-line.

http://www.umic.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=3159&Itemid=501


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Definição de Sociedade de Informação

Após ter lido várias definições do que era a Sociedade de Informação, a seguinte é a que me pareceu mais abrangente:
"...uma forma de desenvolvimento social e económico onde a aquisição, o armazenamento, o processamento, a avaliação, a transmissão, a distribuição e a disseminação das necessidades dos cidadãos e das organizações, desempenham um papel fulcral na evolução da humanidade." (Sociedade de Informação - O percurso português, pág. 461)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Rafinha e a Soc. Informação

Video do Youtube sobre a geração que já nasceu rodeada pela tecnologia.

http://www.youtube.com/watch?v=JEICLHYjuY8



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Reportagem RTP 2010

Lançamento do Livro Sociedade da Informação - O Percurso Português, no programa 2010 da RTP, em 9 de Outubro de 2007.




Versão da RTP (ver a partir do minuto 36)

http://tv1.rtp.pt/multimedia/?tvprog=23328&idpod=9297&pag=recentes



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Democraticidade de acesso, existe?

Os estudos já realizados sobre a utilização da Internet permitem-nos obter indicadores para a avaliação da democraticidade de acesso, ou seja se todos têm acesso de igual modo e quem mais utiliza.
No entanto apesar da política governamental ter como objectivo o alargamento e generalização do acesso à Internet, o nosso país, em relação à U.E., continua com um ritmo de evolução em comparação com os restantes países. Os nossos valores de utilização encontram-se abaixo da média europeia.
Alguns factores contribuem para esta situação desde a iliteracia e a baixa escolaridade de população, no entanto o factor económico também aqui não pode ser esquecido. Neste caso há que ter em conta os custoss de acesso "registando-se actualmente valores superiores aos da generalidade dos restantes países da União Europeia" (Sociedade da Informação- O percurso português, pág. 256).
A distribuição do acesso também não se faz de igual modo em todos os grupos sociais porque os cidadãos com mais idade, acima dos 50 anos e com menos habilitações apresentam níveis baixos de utilização.
O governo lançou recentemente o programa Ligar Portugal (que se insere no Plano Tecnológico mas, nada nos garante que as metas definidas nos permite uma convergência com a restante Europa, pois mesmo cumprindo as metas tudo indica que iremos manter o atraso, já que os outros países da U.E. continuarão a evoluir em termos de Sociedade de Informação.
Outra questão é que, apesar de dois dos principais objectivos mencionados no Livro Verde serem a democraticidade do acesso à Internet e um Estado "relacionando-se com o cidadão", estes dois objectivos continuam a estar efectivamente por atingir. Apesar das medidas governamentais implementadas nestes 10 anos, destacando-se:
- O Plano de Acção para a Sociedade de Informação;
- Iniciativa Nacional para a Banda Larga;
- O Plano de Acção para o Governo Electrónico;
- Portal do Cidadão;
- Infocid;
- B-on (Biblioteca Virtual do Conhecimento).
Segundo os estudos efectuados por Filipe Montargil "o acesso à Internet não parece, também sob este ponto de vista, estar a evoluir no sentido de uma maior democraticidade, nos últimos anos" (ob. cit., pág. 272).
O que se verifica é que Portugal apresenta taxas elevadas de penetração da Internet na população com educação secundária e superior mas, os valores globais baixos resultam da baixa penetração na população que não tem o 9º ano de escolaridade. Esta população, situada entre os 25 e os 75 anos que não tem mais do que a escolaridade obrigatória é na ordemde cerca de metade da população. Assim conclui-se que os baixo níveis de escolaridade são uma das razões da exclusão digital.
Para combater esta situação é necessário promover a utilização das TIC no dia-a-dia das escolas mas com interacção de toda a comunidade escolar, incluindo famílias e mesmo o intercâmbio entre escolas através de projectos.
Salienta-se ainda a importância da administração local e das organizações não-governamentais, como associações de solidariedade social na promoção de iniciativas para a promoção das TIC, nas camadas, normalmente não utilizadoras. No entanto há que ter conta os interesses dos utilizadores para a definição correcta de estratégias e projectos.

Participação dos cidadãos na Sociedade de Informação

Com o surgimento das novas tecnologias, abre-se outra perspectiva no dia-a-dia dos cidadãos, se no passado o problema era o analfabetismo, hoje é a infoexclusão, porque hoje o problema são os cidadãos que não sabem utilizar/integrar as novas tecnologias na sua vida diária. Este é o esforço /tarefa que a grande maioria dos portugueses tem que fazer. Há a necessidade de construir um bem-estar colectivo em que a Sociedade de Informação e a utilização das TIC, seja do conhecimento e utilização da grande maioria dos portugueses. Para que isto se torne uma realidade é necessário uma mobilização colectiva que englobe o Estado, as instituições e os cidadãos, em que todos se sisntam participantes e responsáveis na construção desta nova Sociedade. Os portugueses têm tendência para quando algo não corre bem culpar o Estado ou a instituição não se co-responsabilizando, não se questionando sobre o que poderá ser feito para melhorar.
Antes de mais ,e concordando com a opinião de António Dias de Figueiredo, para se criar em Portugal um modelo de desenvolvimento no contexto da Sociedade de Informação é importante:"criar uma visão estratégica capaz de mobilizar todos os actores". (Sociedade da informação - O percurso português, pág. 146).
Assim é necessário a implementação de um programa/plano em que os cidadãos se empenhem, mobilizem saberes e conhecimentos e os partilhem, a questão que coloco é: será que o Plano Tecnologico lançado pelo governo em 2005 está a conseguir isto?

Livro Verde da Soc. de Informação

Link Livro Verde da Sociedade de Informação:

http://www.posc.mctes.pt/documentos/pdf/LivroVerde.pdf


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O "nascer" da sociedade de informação em Portugal

Na Europa, o arranque para a sociedade de informação foi dado pela Comissão Europeia, em 1993, aquando da presidência de Jacques Delors, com a publicação do designado Livro Branco "Crescimento, Competitividade Emprego - Os Desafios e as Pistas para entrar no séc. XXI". Este documento tinha uma secção dedicada à sociedade de Informação.
Em Portugal a publicação do Livro Verde em 1997 pretendeu "ser uma reflexão estratégia para a definição de um caminho de implantação da sociedade de imformação em Portugal (...) subordinada a preocupações de estímulo à actividade, à inovação, à capacidadede realização, ao equilíbrio social, à democraticidade de acesso..." (Livro Verde pág. 8).
As orientações contidas neste livro visavam ser opções políticas do governo, para implementar e desenvolver a sociedade de informação no nosso país. As medidas eram para os vários sectores da administração pública e empresas, algumas estão no momento implementados é o caso da Via Verde, outros estão ainda a sê-lo como por exemplo as bibliotecas digitais.
Em relação à educação, área à qual estou ligada, uma das medidas propostas era "A meta de um computador multimédia por sala de aula dos ensino Básico e Secundário é assumida para o ano de 2000, como objectivo mínimo..." (Livro Verde pág. 14).

Nestes 10 anos o que foi feito em relação à Sociedade de Informação/Educação?

A educação está intimamente relacionada com a Sociedade de Informação porque ambas procuram a dinamização e actualização de conhecimentos.
O projecto Minarva (Meios informáticos no Ensino: Racionalização, valorização, actualização) foi lançado em 1985 e prolongou-se até 1994, este foi a primeira iniciativa financiada pelo Ministério da Educação. Os objectivos eram vários, desde apetrechar informaticamente as escolas passando pela formação de professores e desenvolvimento de software educativo, "desenvolveram-se actividades envolvendo largos milhares de alunos a professores que colocavam os computadores como ferramentas de aprendizagens, quer a nível disciplinar e interdisciplinar, na sala de aula..." (Livro Verde pág. 34)
Em 1996 o Ministério da Educação lançou outro projecto denominado "Nónio-Século XXI", constituído por quatro subprogramas de um modo geral para o desenvolvimento das TIC (tecnologias de informação e comunicação). Este mesmo documento chama a atenção do papel do professor nesta "nova sociedade" já que é este deve orientar os alunos na busca de informação relacionando-as e dinamizando o espiríto crítico dos alunos - infoalbetização.



Sociedade de Informação - O percurso português

Em Portugal a barreira para o desenvolvimento da Sociedade de Informação centra-se na literacia tecnológica, em 1995, o nosso país em relação aos restantes píases do Norte da Europa estava na cauda no que diz respeito à penetração das telecomunicações. Com a introdução das tecnologias móveis, Portugal muda de forma radical já que passa a ser o oitavo país da OCDE com maior taxa de penetração de telemóveis, no entanto esta evolução não se fez sentir ao nível da percentagem de famílias com computador. Assim aqui a barreira para o desenvolvimento da Sociedade de Informação centra-se na literacia tecnológica "Os 70% da população portuguesa entre os 16 e os 70 anos de idade que não completaram o ensino secundário apresentam taxas de utilização baixíssimas" (Sociedade de Informação - O percurso português, pág. 34).
A realidade é que no próximo ano, Portugal continuará atrás da média europeia, no que diz respeito às TIC.
Surgem 3 grupos quando se faz a estratificação da utilização das TIC, por parâmetros sócio-demográficos:
- profissões agrícolas, trabalhadores não qualificados, desempregados, indivíduos com idades superiores a 45 anos - nível mais baixo.
- empregados, indíviduos com idades compreeendidas entre os 25 e os 44 anos, os "quadros superiores da A.P., dirigientes e quadros superiores de empresas - grupo intermédio.
- jovens profissionais com níveis de ensino mais elevados, estudantes e profissões que requerem processamento de informação. - nível superior.
Verifica-se que só uma pequena parte da população faz uso sistemático das TIC. Por isso o importante é criar meios e definir estratégias eficazes para combater a infoexlusão mas, se o combate a esta passa por um maior investimento na área de Investigação e desenvolvimento e se esta era uma estratégia definida no Livro Verde, a realidade actual é: "O que isto significa é que, para colocar estes nossos parâmetros no meio da tabela da UE (...) faltar-nos-ia "apenas" qualquer coisa como dois mil investigadores, cinco mil técnicos e uma despesa quatro vezes e meia superior à actual!" (Sociedade de Informação - O percurso português, pág. 79).

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A Sociedade de Informação em Portugal: evolução

"Portugal não acompanhou a revolução agrícola e atrasou-se na revolução industrial. Resta-lhe a oportunidade de acertar o passo na era digital, tirando partido das redes europeias e mundial, para conseguir ser competitivo na sociedade da informação." (Coelho, José Dias "Sociedade da Informação)