segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Sociedade de Informação - O percurso português

Em Portugal a barreira para o desenvolvimento da Sociedade de Informação centra-se na literacia tecnológica, em 1995, o nosso país em relação aos restantes píases do Norte da Europa estava na cauda no que diz respeito à penetração das telecomunicações. Com a introdução das tecnologias móveis, Portugal muda de forma radical já que passa a ser o oitavo país da OCDE com maior taxa de penetração de telemóveis, no entanto esta evolução não se fez sentir ao nível da percentagem de famílias com computador. Assim aqui a barreira para o desenvolvimento da Sociedade de Informação centra-se na literacia tecnológica "Os 70% da população portuguesa entre os 16 e os 70 anos de idade que não completaram o ensino secundário apresentam taxas de utilização baixíssimas" (Sociedade de Informação - O percurso português, pág. 34).
A realidade é que no próximo ano, Portugal continuará atrás da média europeia, no que diz respeito às TIC.
Surgem 3 grupos quando se faz a estratificação da utilização das TIC, por parâmetros sócio-demográficos:
- profissões agrícolas, trabalhadores não qualificados, desempregados, indivíduos com idades superiores a 45 anos - nível mais baixo.
- empregados, indíviduos com idades compreeendidas entre os 25 e os 44 anos, os "quadros superiores da A.P., dirigientes e quadros superiores de empresas - grupo intermédio.
- jovens profissionais com níveis de ensino mais elevados, estudantes e profissões que requerem processamento de informação. - nível superior.
Verifica-se que só uma pequena parte da população faz uso sistemático das TIC. Por isso o importante é criar meios e definir estratégias eficazes para combater a infoexlusão mas, se o combate a esta passa por um maior investimento na área de Investigação e desenvolvimento e se esta era uma estratégia definida no Livro Verde, a realidade actual é: "O que isto significa é que, para colocar estes nossos parâmetros no meio da tabela da UE (...) faltar-nos-ia "apenas" qualquer coisa como dois mil investigadores, cinco mil técnicos e uma despesa quatro vezes e meia superior à actual!" (Sociedade de Informação - O percurso português, pág. 79).

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