Os estudos já realizados sobre a utilização da Internet permitem-nos obter indicadores para a avaliação da democraticidade de acesso, ou seja se todos têm acesso de igual modo e quem mais utiliza.
No entanto apesar da política governamental ter como objectivo o alargamento e generalização do acesso à Internet, o nosso país, em relação à U.E., continua com um ritmo de evolução em comparação com os restantes países. Os nossos valores de utilização encontram-se abaixo da média europeia.
Alguns factores contribuem para esta situação desde a iliteracia e a baixa escolaridade de população, no entanto o factor económico também aqui não pode ser esquecido. Neste caso há que ter em conta os custoss de acesso "registando-se actualmente valores superiores aos da generalidade dos restantes países da União Europeia" (Sociedade da Informação- O percurso português, pág. 256).
A distribuição do acesso também não se faz de igual modo em todos os grupos sociais porque os cidadãos com mais idade, acima dos 50 anos e com menos habilitações apresentam níveis baixos de utilização.
O governo lançou recentemente o programa Ligar Portugal (que se insere no Plano Tecnológico mas, nada nos garante que as metas definidas nos permite uma convergência com a restante Europa, pois mesmo cumprindo as metas tudo indica que iremos manter o atraso, já que os outros países da U.E. continuarão a evoluir em termos de Sociedade de Informação.
Outra questão é que, apesar de dois dos principais objectivos mencionados no Livro Verde serem a democraticidade do acesso à Internet e um Estado "relacionando-se com o cidadão", estes dois objectivos continuam a estar efectivamente por atingir. Apesar das medidas governamentais implementadas nestes 10 anos, destacando-se:
- O Plano de Acção para a Sociedade de Informação;
- Iniciativa Nacional para a Banda Larga;
- O Plano de Acção para o Governo Electrónico;
- Portal do Cidadão;
- Infocid;
- B-on (Biblioteca Virtual do Conhecimento).
Segundo os estudos efectuados por Filipe Montargil "o acesso à Internet não parece, também sob este ponto de vista, estar a evoluir no sentido de uma maior democraticidade, nos últimos anos" (ob. cit., pág. 272).
O que se verifica é que Portugal apresenta taxas elevadas de penetração da Internet na população com educação secundária e superior mas, os valores globais baixos resultam da baixa penetração na população que não tem o 9º ano de escolaridade. Esta população, situada entre os 25 e os 75 anos que não tem mais do que a escolaridade obrigatória é na ordemde cerca de metade da população. Assim conclui-se que os baixo níveis de escolaridade são uma das razões da exclusão digital.
Para combater esta situação é necessário promover a utilização das TIC no dia-a-dia das escolas mas com interacção de toda a comunidade escolar, incluindo famílias e mesmo o intercâmbio entre escolas através de projectos.
Salienta-se ainda a importância da administração local e das organizações não-governamentais, como associações de solidariedade social na promoção de iniciativas para a promoção das TIC, nas camadas, normalmente não utilizadoras. No entanto há que ter conta os interesses dos utilizadores para a definição correcta de estratégias e projectos.
No entanto apesar da política governamental ter como objectivo o alargamento e generalização do acesso à Internet, o nosso país, em relação à U.E., continua com um ritmo de evolução em comparação com os restantes países. Os nossos valores de utilização encontram-se abaixo da média europeia.
Alguns factores contribuem para esta situação desde a iliteracia e a baixa escolaridade de população, no entanto o factor económico também aqui não pode ser esquecido. Neste caso há que ter em conta os custoss de acesso "registando-se actualmente valores superiores aos da generalidade dos restantes países da União Europeia" (Sociedade da Informação- O percurso português, pág. 256).
A distribuição do acesso também não se faz de igual modo em todos os grupos sociais porque os cidadãos com mais idade, acima dos 50 anos e com menos habilitações apresentam níveis baixos de utilização.
O governo lançou recentemente o programa Ligar Portugal (que se insere no Plano Tecnológico mas, nada nos garante que as metas definidas nos permite uma convergência com a restante Europa, pois mesmo cumprindo as metas tudo indica que iremos manter o atraso, já que os outros países da U.E. continuarão a evoluir em termos de Sociedade de Informação.
Outra questão é que, apesar de dois dos principais objectivos mencionados no Livro Verde serem a democraticidade do acesso à Internet e um Estado "relacionando-se com o cidadão", estes dois objectivos continuam a estar efectivamente por atingir. Apesar das medidas governamentais implementadas nestes 10 anos, destacando-se:
- O Plano de Acção para a Sociedade de Informação;
- Iniciativa Nacional para a Banda Larga;
- O Plano de Acção para o Governo Electrónico;
- Portal do Cidadão;
- Infocid;
- B-on (Biblioteca Virtual do Conhecimento).
Segundo os estudos efectuados por Filipe Montargil "o acesso à Internet não parece, também sob este ponto de vista, estar a evoluir no sentido de uma maior democraticidade, nos últimos anos" (ob. cit., pág. 272).
O que se verifica é que Portugal apresenta taxas elevadas de penetração da Internet na população com educação secundária e superior mas, os valores globais baixos resultam da baixa penetração na população que não tem o 9º ano de escolaridade. Esta população, situada entre os 25 e os 75 anos que não tem mais do que a escolaridade obrigatória é na ordemde cerca de metade da população. Assim conclui-se que os baixo níveis de escolaridade são uma das razões da exclusão digital.
Para combater esta situação é necessário promover a utilização das TIC no dia-a-dia das escolas mas com interacção de toda a comunidade escolar, incluindo famílias e mesmo o intercâmbio entre escolas através de projectos.
Salienta-se ainda a importância da administração local e das organizações não-governamentais, como associações de solidariedade social na promoção de iniciativas para a promoção das TIC, nas camadas, normalmente não utilizadoras. No entanto há que ter conta os interesses dos utilizadores para a definição correcta de estratégias e projectos.
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